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Ghost Wavvves edita EP “pessoal” e inspirado em animação japonesa

O fantasma está de volta às edições: Ghost Wavvves disponibilizou há momentos um novo EP, Human Instrumentality Ambient Music (HIAM), a sua terceira edição do ano, contando com o abusado trap “Devilish” e “também com a faixa ‘Asuka’ na compilação Roxo 02 da Monster Jinx”. Este novo lançamento, que tem o selo da turma do monstro roxo, conta com quatro faixas que o produtor diz serem “um pouco diferentes” daquilo a que está habituado a fazer.

Menos beats e menos percussão – ou praticamente nenhuma, tirando a primeira faixa, “Death” – tornam este HIAM um trabalho de bpms mais lentos e mais introspectivo. “É uma pequena recriação sonora, interpretada por mim ao longo de quatro faixas, focada na animação japonesa Neon Genesis Evangelion, mais concretamente no filme The End Of Evangelion. É um pouco diferente do que estou habituado a fazer a nível musical, mas não gosto de limitar a minha parte criativa, portanto escrevi as faixas e decidi partilhar com a internet”, diz o produtor ao Rimas e Batidas.

São quarto temas: “Death”, “Decisions”, “Evolution”, “Rebirth”. Uma sobre morte, outra sobre tomada de decisões; uma terceira sobre evolução; e a última sobre renascer. Será que temos um Ghost Wavvves mais contemplativo, meditativo, a pensar na vida e na morte? “É um pouco relativo”, começa por dizer. “Acabas por pensar nisso todos os dias consciente ou inconscientemente. Os títulos estão directamente relacionados com todo o universo Neon Genesis Evangelion e com a maneira como eu quis fazer esta interpretação sonora portanto não censuro se alguém não gostar ou não entender… Isto é algo pessoal e foi a minha visão do momento em si, assim como se eu tivesse a substituir algumas composições que foram feitas pelo senhor Shirō [Sagisu, compositor] e trocar por outras escritas por mim.”

Esta abordagem mais próxima dos sintetizadores, mais lenta e menos percutida, não é novidade completa em Ghost Wavvves. O produtor algarvio já tinha explorado este lado com a edição de Apathy na AVNL Records. “Gosto de viajar por outros universos e experimentar outras sonoridades e trabalhá-las numa maneira que para mim façam sentido. Nem que seja naquele momento em que as ideias surgem. E depois também é conforme o meu estado de espírito.”

O trabalho não pára para o produtor que vai ter, certamente, um ano de 2016 bastante rico em termos de trabalho, que culmina, em Novembro, com a participação na Red Bull Music Academy em Montreal, Canadá. “Todas as experiências fazem parte da construção de uma estética artística. Tanto a nível musical, como na vida”, diz-nos. “Estou já a produzir o meu próximo trabalho, algo para sair provavelmente ainda este ano, no meio de algumas single tracks aqui e ali, uns remixes. Também estou a trabalhar juntamente com o Woner num novo EP… uma cena mesmo obscura e que vai estar disponível muito brevemente.”


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