Galgo no Samsung Galaxy Live: a matemática do rock

[TEXTO] Alexandre Ribeiro

Em 2013, Alexandre Moniz, Joana Baptista, João Figueiras e Miguel Figueiredo pegaram no instrumentos, neste caso em guitarras, sintetizadores, baixo e bateria, para desconstruírem as formas do rock e desdobrarem-se em viagens que não têm cruise control. “Galgo passa por não haver aquela label. Isso faz com que o que fazemos se torne uma surpresa. Nunca sabemos bem o que vai acontecer. É um estilo. O estilo surpresa!”, diziam durante uma conversa com Lia Pereira para a Blitz. Dá para encontrar vários géneros musicais no seu ADN, mas “indefinido” será a melhor maneira de nos referirmos ao grupo. Não queremos ferir susceptibilidades.

Com um EP e dois álbuns — Quebra Nuvens saiu este ano –, a banda de Oeiras tem construído um percurso ascendente que se sustenta nas canções rock que também são tantas outras coisas: se “Dromomania”, de 2015, apontava para os Memória de Peixe, “Tokutum”, de 2016, soa a algo do universo Throes & The Shine.

PAUS e Battles são referências assumidas pelo próprio grupo, que herda a musicalidade e as letras incisivas e encriptadas dos primeiros. A relação do quarteto com os autores de Madeira não fica por aí: os dois discos foram produzidos, gravados, misturados e masterizados por Makoto Yagyu e Fábio Jevelim.

“Os concertos fazem-nos ser mais criativos”, contaram em entrevista com Bruno Martins para a Antena 3. Hoje, a oportunidade de provar do seu veneno acontece a partir das 19:45 no Ginjal Terrasse ou, para ser mais preciso, no vosso Samsung.