First Breath After Coma: “Desde o início da banda que a nossa paixão não é só o som, mas também a imagem”

[TEXTO] Vasco Completo [ENTREVISTA] Rui Miguel Abreu [FOTO] FBAC + Hugo Domingues

Uma banda que no mundo mais indie e post-rock não necessita de apresentações. Vindos da Omnichord Records, que nos trouxe também Surma, Nice Weather For Ducks ou Whales, os First Breath After Coma lançaram NU, o seu mais recente álbum, em finais de Fevereiro.

A acompanhar a música há um registo audiovisual realizado pela CASOTA Collective e que se divide em oito capítulos, oito peças que se encaixam, paradoxalmente, no género de melodiosas canções a que nos tinham já habituado, mas que também arriscam um atenuar do reverb que tanto acolchoava as suas produções e, principalmente, revelam uma maior ligação ao mundo da electrónica.

A sonoridade mais despida que reveste agora os First Breath After Coma resultou de uma nova abordagem na composição do grupo, numa produção acompanhada da reabilitação de uma casa próxima onde passaram a viver nesse período. Ao pegarem nos instrumentos à vez, criaram individualmente temas para depois os desenvolverem gradualmente em modo colectivo. Pensaram de maneira mais minimal no que se refere à necessidade de cada música, em vez de criarem conjuntamente cada um na sua posição habitual. Sair da zona de conforto trouxe uma produção mais refinada, menos baseada na fixação pela reverberação, que admitem marcar a sua discografia no passado. Assim, exploram “mais os silêncios, os tempos e o espaço entre cada som”, reflectindo justamente o conceito da fragilidade da natureza humana num ambiente labiríntico – representado também na capa do disco.

Há também Rui Gaspar a assumir as vozes em algumas das faixas deste álbum visual. À vez, Rui e Roberto Caetano pegaram no microfone. A dinâmica posicional do grupo foi fluída e isso também se reflectiu no resultado final de um disco que explorou o timbre como em nenhum outro trabalho da banda, abrigando na mesma as naturais referências a Bon Iver ou Sigur Rós.

Além de todo este refresh, também foi o primeiro projecto em que o grupo de Leiria esteve a cargo de todos os processos do disco. “Todas as músicas foram escritas, gravadas, produzidas, misturadas e masterizadas pelos First Breath After Coma na CASOTA”, lemos na página Bandcamp de NU. O novo processo desaguou num registo menos categorizável, mais genuíno e com poucos pares nacionais com este nível de execução, tendo em conta também a ambição deste projecto.

A banda tem uma agenda preenchida de concertos por vários países para a apresentação do disco, incluindo a Alemanha, Suíça e Holanda. Os concertos de apresentação já se deram em território nacional e são um dos nomes confirmados para a edição deste ano do Vodafone Paredes de Coura.

Em conversa com Rui Miguel Abreu, Rui Gaspar e Roberto Caetano descodificaram os processos criativos de NU, o desenvolvimento conceptual do grupo e como é viajar numa carrinha pela Europa.



Em primeiro lugar quero dar-vos os parabéns porque o projecto está muito bem conseguido, gostei do filme e de todo o conceito. E comecemos exactamente por aí: como é que nasceu a ideia, o que é que pretenderam com mais este passo para a frente e a criação desta dimensão vídeo para o vosso projecto.

[Roberto Caetano] Desde o início da banda que a nossa paixão não é só o som, mas também a imagem. Desde o início que fazemos os nossos próprios videoclipes. E o facto de termos uma produtora audiovisual da qual fazemos parte também, que é nossa, também pesa.

A CASOTA, não é?

[RC] Sim, a CASOTA Collective. Acabou por dar todas as valências, desde o primeiro álbum até agora, para conseguirmos partir para esta ideia, que foi pensada desde o início, de fazer um álbum visual, em que as nossas vivências, enquanto músicos que trabalham juntos a reabilitar uma casa para depois partilharmos um mesmo espaço, fossem encaminhadas para o som e imagem conjunto. Ou seja, o NU são oito capítulos, que são as oito músicas que estão agarradas a uma imagem, cada capítulo, e só faz sentido dessa maneira, e então foi um projecto que foi pensado desde o início para sair …

Isto é um bocadinho um sinal dos tempos? Porque – e isto é uma coisa que é válida, tenho percebido, nos mais diferentes campos musicais (seja no fado, no hip hop, nas diversas manifestações do rock) – os artistas já não separam as coisas, do que é a componente musical da componente visual. É quase uma necessidade hoje ter também um pensamento visual quando se trata de música, vocês sentem isso?

[Rui Gaspar] Nós sentimos porque temos uma grande relação também com a parte visual, ou seja, para nós foi mesmo natural. Eu lembro-me que até no segundo disco tínhamos a ideia, não de fazer um filme como fizemos agora, mas ao início queríamos fazer um vídeo para todas as músicas. Depois com o tempo acabámos por abandonar essa intenção, mas trouxemos um bocadinho dessa ideia inicial para este novo projecto. Em vez de ser um vídeo para cada música, ser um todo e, lá está, como estamos na parte audiovisual, quisemos juntar as duas coisas. Gostamos muito de fazer música e gostamos muito da parte estética, da parte visual, e o que pode acrescentar à música.

Isso também deriva do facto de vocês terem um particular interesse em trabalhos de maior fôlego conceptual, digamos assim? Já no primeiro álbum havia toda uma história em torno de uma figura particular. Vocês não se vêem a escrever canções isoladas sem pertencerem a uma narrativa mais vasta, é isso?

[RG] No segundo disco elas até estão mais separadas, se bem que depois no todo faziam sentido, mas neste aqui, eu acho que a parte de juntarmos o filme acaba por criar esse conceito através da narrativa da imagem. Faz mais essa cola ao disco todo. Porque, quando fazemos as músicas, elas são actos isolados e, neste caso, quando criámos o esqueleto do álbum todo é que começámos a pensar no vídeo e ele acaba por ser uma cola para o trabalho inteiro.

Então vocês não têm partido para os vossos álbuns com um conceito já à priori, o conceito nasce, no fundo, do conjunto do trabalho?

[RG] Sim, exactamente.

Muito bem. Falem-me agora da parte mais técnica deste álbum. Dizia-me o Hugo Ferreira, o homem do leme da Omnichord, antes de entrarmos para a sala no cinema Ideal, na estreia do filme: “vais gostar, olha que eles foram muito influenciados por hip hop neste álbum!”. Vocês sentem que musicalmente este disco difere de alguma maneira dos vossos projectos anteriores?

[RG] Difere muito, acho eu. Até porque no outro nós fizemos alguma produção e alguma mistura, mas não gravámos, e neste todo o processo desde produção, gravação, mistura e master foi tudo feito por nós, no nosso espaço.

Essa é a parte técnica. E em termos estéticos?

[RG] Em termos estéticos, acho que a primeira premissa que colocámos inconscientemente foi que nós usávamos reverb em tudo, reverbs longos, e de repente foi “bora tirar esta cortina e vamos explorar mais os silêncios, e os tempos e o espaço entre cada som”. Eu acho que logo essa primeira base, mudou completamente a nossa estética e a nossa maneira de compor. Em termos de influências acho que desde sempre tivemos várias… acho que acontece isto em todos os músicos, ouvimos sempre um bocado de tudo.

Desta vez foram para estúdio com ferramentas diferentes ou o vosso arsenal em termos de recursos instrumentais continua a ser o mesmo?

[RG] Muito parecido. Mais um teclado… menos pedais! Acabámos por usar muito menos pedais nas guitarras. E acho que a principal ferramenta foi mesmo o computador, porque nos outros álbuns nós fazíamos música todos juntos, a tocar ao mesmo tempo e neste já não. Um ia para a sala, fazia uma ideia. Depois vinha o outro, gravava. Ou seja, tínhamos uma ideia de uma bateria gravada. Depois tentávamos pôr um teclado, uma guitarra ou uma voz. Íamos sempre juntando aos pedaços e a cena foi-se construindo sempre no computador. O computador era quase a tela onde íamos pondo as coisas, tirando, mudando. Foi muito diferente nesse caso. Só agora é que estamos a tocar todos juntos as músicas.

A primeira sensação com que eu fiquei quando ouvi o novo trabalho foi que o vosso som está mais despido, mais económico, talvez mais nu, fazendo jus ao título do disco. Liga-se um bocadinho ao que tu acabaste de dizer da procura do silêncio, e do retirar da tal neblina que vos costumava cobrir…

[RG] Mas até acho que a questão de não tocarmos todos ao mesmo tempo acaba por… nós dantes tínhamos duas guitarras, uma bateria, um baixo e umas teclas. Então estávamos todos a tocar. E neste como só íamos pondo aquilo que achávamos que cada momento precisava, acabou por ficar com muito menos elementos. Há muitas partes em que estão duas pessoas ou três a tocar. Os outros dois estão à espera.

Se vocês pensarem numa grande família estética internacional, ou numa secção de discos numa loja em Londres, Amesterdão, Berlim, ou o que seja, onde é que nós deveríamos arrumar este novo disco? Ao lado de que outros artistas é que acham que faz sentido arrumarmos a vossa música?

[RG] Eu acho que há uma ligação óbvia com Bon Iver, Radiohead, talvez por aí. Em termos de género, eu nunca sei bem qual é que é o…

As coisas que o Thom Yorke anda a fazer a solo também, um bocadinho.

[RG] Também, também. 

[RC] Nós acabámos por ser logo no início rotulados por um género que, naquele caso, foi o post-rock.

[RG] Por causa do nome.

[RC] Sim, por causa do nome, mas as nossas influências são tantas e a nossa mistura é tão grande que acabamos por não saber também identificar isso. Sei lá, o primeiro álbum foi daquela maneira, o segundo é desta, o terceiro é completamente diferente, o quarto, se tudo correr bem, se calhar apontará para putro caminho. Não sabemos, mas acho que nós construímos muito o álbum no presente e o facto de sermos eclécticos faz com que as sonoridades se calhar mudem drasticamente, ou sejam acentuadas de álbum para álbum. Mas a essência da banda…

[RG] E não repetir soluções. Eu acho que nós nos fartamos um bocado. Essa questão do reverb era uma solução que já foi tão explorada que decidimos explorar outra coisa. Agora explorámos isto, não sei o que é que vamos explorar depois. Se calhar mais acústico… não sei. É o que nos apetecer na altura. 

Vocês estão com uma digressão já muito bem montada, com uma série de datas internacionais, nada que seja novo para vocês. Como é que encaram essa projecção internacional? Há cada vez menos fronteiras na música, não é? Sentem isso?

[RG] Sim, cada vez menos e eu acho que toda a gente sabe que viver da música aqui em Portugal é mesmo difícil e a nossa esperança de conseguirmos isso passa por alargar o nosso mercado. Temos o mercado português. Agora falando nisto mais financeiramente, queremos alargar o mercado português, mas também queremos o mercado europeu, em que já tivemos bons resultados, e tem existido interesse lá fora.

Passa também pela edição do disco fora de portas?

[RG] Sim, vai ser editado na Alemanha, na Áustria e na Suiça, para já. Acho que é um bocado por aí. Se pudermos alargar o nosso público, se pudermos tocar mais durante o ano, a Europa está mesmo aqui ao lado, é fácil.

[RC] Sim, essa digressão já é pública. 

[RG] Vai ser Março e Abril.

[RC] É, Março e Abril. Nós fizemos aqui os quatro concertos de apresentação: 6, 7, 8 e 9; Leiria, Lisboa, Porto e Coimbra, respectivamente. E depois seguimos logo. Começamos com dois em Espanha. França é só para gastar dinheiro, que é para passar para a Alemanha. Depois na Alemanha temos o grande grosso deles, que são perto de 30 datas. Também vamos à Holanda, Luxemburgo, Suíça…

Como é que é a dinâmica disto? Vão de autocarro?

[RC] Carrinha [risos].

O que é que vocês aprendem uns sobre os outros ao passarem tanto tempo juntos? Como é que há essa dinâmica humana fechados? Cabin fever, um bocadinho, não é?

[RG] Nós já temos essa experiência porque nós vivemos todos juntos… ou seja, isto já é aquele casal, já sabemos as discussões.

[RC] Já sabemos tudo.

O matrimónio é intenso, não é?

[RG] Mas lidamos bem com isso.

[RC] Eu acho que a primeira tour que fizemos foi a pior, porque foi uma tour em que apanhámos com a desistência de uma das bandas, e apanhámos logo aquele slot. As datas estavam mal planeadas, então fazíamos piscinas na Alemanha, muitas horas.

[RG] Muitas horas de viagem…

[RC] Essa foi a primeira vez que nós sentimos mais aquela cena de estarmos fechados numa carrinha oito horas, nove horas, não há nada para fazer.

[RG] Não tens nada para fazer. Dormes e depois já estás farto de dormir.

Todos vocês têm funções que ultrapassem, imagino eu, as de mero artista, não? Conduzem, todos são roadies, imagino que também tratem do merchandising no final do concerto. Portanto têm que fazer isso tudo, não é?

[RG] Sim. Normalmente somos nós os cinco e o nosso técnico de som. Fazemos os seis tudo. Rodamos a carrinha, rodamos tudo…

Há neste momento um desequilíbrio entre aquilo que vocês já conseguem fazer lá fora e o que vão conseguindo fazer em Portugal ou vocês sentem que o reconhecimento aqui já é aquele que vocês estavam à espera de ter obtido, tendo em conta a carreira que já levam?

[RG] Eu acho que aqui já temos uma posição um bocadinho mais confortável. Pelo menos já se vê. Conseguimos ter casas compostas no Porto, em Lisboa e tudo mais. Lá fora ainda estamos à procura disso. Já temos algumas cidades onde já voltámos duas vezes, e agora pela terceira, em que sabemos que temos público e que enchemos a sala. Há outras que ainda estamos a trabalhar, mas claro, a posição aqui é um bocadinho mais confortável.

E em termos de festivais?

[RC] Já tivemos lá boas surpresas.

[RG] Tivemos um na Suíça que foi incrível. 

Mas as portas por cá, a esse nível, continuam mais fechadas ou…

[RG] Cá em festivais? Pois, nem sei. Nós vamos ao Paredes de Coura mas, por exemplo, nunca fomos ao Nos Alive, nem ao Super Bock Super Rock…

[RC] Já tocámos no Primavera. Nós não recusamos festival nenhum. Não sei, por exemplo, eu acho que nós sentimos… 

Ou seja, sentem que têm margem de progressão ainda nesse mercado específico.

[RG] Temos, temos, claro que sim!

[RC] Eu acho que acaba sempre por ser um bocado ir lá fora, e ser um bocadinho reconhecido lá fora, depois… é um bocado efeito espelho. Por exemplo, nós sentimos isso com o Drifter. Nós fomos lá para fora, espalhámos lá fora, depois surgiu a nomeação para os 25 melhores álbuns da Europa a nível independente, e depois isso deu um boost cá dentro que até nos fez pensar “de onde é que isto apareceu? O álbum aqui já saiu há um ano”. Sentimos essa …

Continuamos muito dependentes dessa validação exterior.

[Em simultâneo] Sim, sim.

Chama-se a isso provincianismo, acho eu. [Risos]

[Em simultâneo] Ya, ya. [Risos]

É natural. Uma última pergunta: vêm aí esses concertos, é muito tempo na estrada. Vocês aproveitam também esse tempo de alguma forma criativa? Ou seja, as noites no hotel são passadas a trabalhar, discutem-se ideias na carrinha? Já começam a projectar o que poderá vir para a frente, para o próximo capítulo?

[RG] Já aconteceu termos um ou dois dias off, tiramos um amplificador e uns teclados e montamos no sítio onde estamos a dormir. Ou às vezes há lá um piano e aí sim, surgem algumas coisas. Mas nunca é nada muito… Eu acho que quando estamos em tour também gostamos de estar um bocado relaxados, já que aquilo é tão intensivo. Vai ser um mês meio para aí, quase todos os dias a tocar.

[RC] Todos os momentos são para relaxar. 

[RG] Ya, é para relaxar, mas temos muito essa questão das ideias na carrinha. Quando vamos falando surgem ideias, ou colaborações, ou coisas para fazer. Aí sim.

[RC] Neste até vamos levar um vídeo ou outro da CASOTA Collective, para editar.

[RG] Pois, provavelmente vamos levar para editar. É muito tempo fora. 

[RC] Lá vamos aproveitando [risos].

Muito bem. E já começam a ter noções concretas do que é que poderá ser o vosso próximo trabalho?

[RG] Não. 

Neste momento querem ver onde é que este vos leva, não é?

[RC] Eu acho que se tivéssemos, estávamos a mentir.

[RG] Mas uma coisa de que já falámos, que aconteceu quando acabámos o segundo disco, foi que tivemos muito tempo só a tocar e sem compor, também porque entretanto criámos a CASOTA, tivemos um monte de trabalho. Mas neste nós não queremos que isso aconteça. Agora vem a tour e estamo-nos a preparar para isso, mas queremos continuar a compor e ir lançando um EP ou músicas separadas. Não queremos deixar tipo dois ou três anos sem editar nada.

Vocês têm tido essa dimensão conceptual muito associada aos vossos trabalhos, no entanto, e à semelhança do que aconteceu com a vossa colega Surma que este ano teve a experiência Festival da Canção, vocês vêem-se a abraçar um desafio desses no futuro, caso fossem convidados?

[RC] É difícil… 

[RG] Por um lado, eu não me revejo no formato concurso.

[RC] Também não.

[RG] Por outro lado, eu acho que é uma visibilidade tão grande para um artista, que até era gajo para aceitar…

A questão do desafio, para lá dos resultados, a ideia de pensar numa coisa para aquele contexto específico, imagino que seja interessante artisticamente, não?

[RG] Exactamente, eu vi isso como esse desafio e como uma forma de “olha, vais mostrar uma música que curtes bué e que gostas de fazer para milhares de pessoas ao mesmo tempo”. Isso é incrível!

[RC] Contudo eu acho que – um pequeno aparte – o Festival da Canção está muito virado para o que é que uma personagem só, como foi… se nós repararmos é um nome que está ali. Não sei até que ponto é que com uma banda não seria “o que é isto? Estamos a olhar para onde?”. 

Mas poderia acontecer, por exemplo, vocês escreverem para alguém…

[RG] Sim, também. 

[RC] Sim. Porque eu acho que o formato está muito para uma personagem, para um performer. 

[RG] Sim, é raro veres uma banda.

[RC] É mais uma personagem que está ali, como é o caso do Conan Osiris, como foi o Salvador, como foi a Conchita, como…

[RG] Como a Surma, também. 

[RC] São ali, acho que são muito singulares.


Rui Miguel Abreu

Rui Miguel Abreu

Crítico musical desde 1989, Rui Miguel Abreu escreve atualmente para a Blitz e integra a equipa da Antena 3. De vez em quando também gosta de tirar o pó aos discos e mostrá-los em público.
Rui Miguel Abreu