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Texto: ReB Team
Fotografia: Isis Gonçalves
Publicado a: 10/03/2026

Com alguns momentos musicais mais fora-da-caixa.

Festival Y estende-se de Março a Junho na Covilhã e Castelo Branco

Texto: ReB Team
Fotografia: Isis Gonçalves
Publicado a: 10/03/2026

A edição deste ano do Festival Y, que entre 21 de Março e 4 de Junho se desdobra com vários eventos pela Covilhã e Castelo Branco, já anunciou a sua programação, composta por artistas de diferentes disciplinas para desmontar a ideia de identidade como algo fixo. O objectivo passa por oferecer um olhar plural que cruza memória, corpo, política e tradição através de espectáculos de música, dança ou teatro.

No capítulo musical há três momentos em destaque. Logo a abrir o festival, dia 21 de Março, Rossana sobe ao palco do Teatro Municipal da Covilhã para apresentar À La Portugaise, o mais recente capítulo de num percurso artístico que tem abraçado fusões imprevisíveis entre o jazz, a tradição, a electrónica e o psicadelismo. Em Abril, dias 16 e 17, é a vez de Maria Sá Silva transformar o Orfeão da Covilhã num espaço de escuta intimista com “Saudade”, um projecto que revisita o legado de Carlos Paredes e a tradição da guitarra portuguesa através da harpa, numa ponte entre a memória cultural e a reinvenção instrumental.

A dimensão mais experimental do festival dá-se na residência artística “Investigação-Ventilação”, que decorre na Serra da Estrela e tem como protagonista Dullmea. Ao longo de várias semanas, a musicista e performer dedica-se a um processo de imersão criativa onde a voz e a electrónica dialogam com a paisagem natural e humana da região. O formato, que privilegia o processo em detrimento do produto final, sublinha o compromisso do Festival Y com a criação contemporânea mais disruptiva, alargando a reflexão sobre a identidade ao próprio acto de fazer arte.


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