Festival Rimas e Batidas: Karlon e o poder do rap criolo

[TEXTO] Ricardo Farinha [FOTO] João “Lagarto”

Karlon preferiu começar a sua actuação no 2º Festival Rimas e Batidas por apresentar dois novos talentos da sua editora independente, a Kreduson Produson – Eida, que se prepara para lançar o álbum Vida & Rap no dia 25 de Abril; e o jovem rapper Dynamite, ambos com influências de sonoridades trap.

A figura fundadora dos Nigga Poison subiu então ao palco para apresentar os principais temas da sua carreira a solo, levando todos os presentes a viajar no tempo até Nha Momentu, passando por um momento de Paranóia, até chegar a Meskalina, lançado o ano passado – com os singles “Invistu na Prujetu” e “Sempri En Kiz Ser”.

Num concerto enérgico – característico da força visceral do rap criolo -, os momentos com a aura mais leve aconteceram na apresentação dos novos temas de um disco ligado às raízes cabo-verdianas que está previsto para Maio – “Fadiga Ku Kuzê”, com o sample da voz da cantora Maria de Barros; o tema “Sodade”, de homenagem à lendária Cesária Évora, cujos direitos de autorização Karlon ainda tenta obter para usar no seu álbum – “Mas em concerto ao vivo não escapa!”, promete o MC que é um dos pioneiros do rap cantado em criolo em Portugal.

Para o grand finale, surpreendeu tudo e todos com mais uma fusão inovadora: um tema que mistura os versos e o boom-bap do hip hop com o funaná, música tradicional de Cabo Verde. Aguardamos por esse disco que promete ser mais um caldeirão multicultural muito próprio.

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