Festival Rimas e Batidas: uma tarde de celebração e um início de noite no improviso

[FOTO] João “Lagarto”

A tarde foi de festa na recém aberta galeria Underdogs Public Art Store // Montana Lisboa: casa cheia, muita música e um óptimo ambiente na celebração do primeiro aniversário do Rimas e Batidas e que serviu também para mais uma homenagem ao nome maior de J Dilla, icónico produtor de Detroit que nos deixou cedo demais – em Fevereiro de 20o6: Vhils fez uma serigrafia que leiloámos no nosso Facebook e que foi arrematada por 1050 euros. Os proveitos do leilão foram hoje entregues à Associação de Doentes com Lupus – que marcou presença na Underdogs – por Rui Miguel Abreu, director do Rimas e Batidas, e também pela família de Paulo Valente, o comprador da obra de Alexandre Farto.

Depois de soprarmos todos juntos a vela do primeiro aniversário da webmagazine, setas apontadas para o Musicbox. A festa continua por aqui e arrancou da melhor forma: uma actuação que iria deixar J Dilla honrado. Improvisível é um beatmaker, verdadeiro filho da escola do MPC. Um talento nato nas máquinas, um alquimista dos pads que cria no momento, de olhos virados para a plateia. O bombo e a tarola como motor para a construção de camadas onde cabem muitas paletes: desde pequenos sons de língua cuspidos ao microfone até pequenos samples de Dilla que o produtor reconstrói com preciosos rendilhados.

O público que ainda vai chegando ao Musicbox e que se abeira da frente de palco aplaude o laboratório que aqui se vai montando. Já tivemos um momento de breakdancing – também ele imprevisível. A noite começa a compor-se: Orteum, Karlon, SP Deville e Kroniko e, a fechar, DJ Ride e Holly – os We Many.

Bruno Martins

Sou jornalista desde 2003. O hobbie da música vem de garoto e há um bom par de anos que cruzo tudo em papéis. Tudo se mistura nesta mixtape cheia de scratches que é a vida.