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[Estreia] Sobrena é a estreia a solo de Inversus em pré-escuta no ReB

[FOTO] David Almeida

Sobrena é o primeiro álbum a solo de Inversus e é editado na segunda-feira nas plataformas da editora Zigur Artists. A pré-escuta pode ser feita aqui e é uma estreia ReB.

Este trabalho de Ricardo Fialho, nome que surge no documento de identificação do artista, é um conjunto de 8 temas que foram compostos durante o ano de 2016 e se destacam pela mescla dos vários espectros sonoros que cabem na sua cabeça. Da inegável ligação ao campo experimental do techno, em Sobrena cabem também várias pinceladas de contornos pop, hip hop e até mesmo psicadélicas.

Sobre este processo de misturar diferentes sonoridades, o produtor adianta ao Rimas e Batidas: “Parto do princípio que a música é mais do que um género. Olho para ela como um todo e sinto que, nos diferentes estilos, existem sonoridades interessantes que directa ou indirectamente acabam por me fascinar e influenciar. Gosto da diversidade, mas procuro sempre ter um uma estética coerente. Quer vá para um registo mais ambiental ou ritmado, mais tecnho ou mais hip-hop, há sempre uma linha condutora a nível estético que acaba por fazer essa ponte e unir as minhas diversas influências.”

Quanto aos sons que ouvimos no alinhamento de Sobrena, esses são fruto de várias horas em estúdio rodeado de várias máquinas analógicas que contrastam com a presença digital dos instrumentos virtuais a que também recorre.

“Vejo os sintetizadores como ferramentas e acabo por usá-los de forma meio aleatória, muitas vezes explorando sons que possam ser sugestivos para o desenvolvimento de uma música. Mas não me limito ao uso de sintetizadores analógicos, pelo contrário – sou grande adepto do uso de instrumentos virtuais, que muitas vezes conseguem sugerir sonoridades tão interessantes como qualquer outro tipo de sintetizador. Os sintetizadores ou qualquer tipo de instrumento analógico acabam sempre por fascinar quem gosta de música electrónica, pela história, pelo som e mesmo pelo objecto. Neste disco, acabei por recorrer ao uso de um Korg MS-2000, um Novation X-Station e mesmo um Roland V-Synth. Mas usei-os sempre como apoio e não como um modelo que uso religiosamente para criar a sonoridade que aqui se ouve”, conta Inversus acerca da escolha dos instrumentos que dão vida ao seu álbum.

Já sobre a inspiração por detrás do disco: “Sobrena é uma pequena aldeia perto do Cadaval onde nunca morei, mas onde passei muito tempo, porque é um ponto de encontro da minha família. Foi lá que trepei árvores, que caí das árvores, foi lá que ouvi o meu primeiro disco de The Doors ainda em vinil, a minha primeira cassete de Rage Against The Machine… No entanto, não funciona propriamente como uma dedicatória, mas sim como uma referência temporal a uma época de descoberta desta identidade. Não foi a minha fonte de inspiração, já que os temas têm cada um a sua própria história e acabam por ser sempre o reflexo de fases que passamos. O nome Sobrena acaba por servir de agregador destas várias histórias.”

Sobrena é, por isso, uma esponja musical, fruto da absorção constante que paira na cabeça de Ricardo Fialho face à diversidade sónica que existe à sua volta. O resultado são 8 temas marcados pelo pulsar de kicks bem delineados que contracenam com a viagem cósmica sugerida pelas melodias sintetizadas que compõem o universo de Inversus.

 


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