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Estraca no Musicbox: “Festa, amor e respeito”

[TEXTO] Alexandra Oliveira Matos [FOTOS] Bernardo Nunes

“Isto é rotina nos subúrbios”: entrámos e era esta a frase que Estraca atirava de microfone em direcção ao tecto para um Musicbox quase cheio e já ao rubro. Já na quinta música do alinhamento e longe de ouvirmos as rimas de Hipno D. Porém, entrámos a tempo de um momento que talvez muitos gostassem de ter presenciado.

“Pode passar um século ou dois”, mas Bónus continua a fazer parte da enciclopédia de hip hop em Portugal. “Uma grande influência para mim”, disse Estraca visivelmente contente por ter em palco uma das vozes do “Canal 115”. Duas músicas que passaram a voar tão rápido quanto Estraca saiu do palco e apareceu nas costas do público enquanto Splinter nos distraía com “Não me tires o mic”.

“Perspectiva”, “Ponto Final”, a mais recente “Suicídio Político”, “Palavras”, “Planeta novo” e “Espíritos”. O rapper percorreu todo o novo trabalho, Estraca, e não faltou quem não soubesse as letras. “Ontem estive no Porto e disseram-me ‘epá, amanhã em Lisboa o people…”, contava ao referir as críticas e a picardia entre o público do norte e do sul para enaltecer depois a energia que pairava na sala. Dezoito músicas de rimas frenéticas em que Estraca não falha.

“Hip hop é festa, amor e respeito”, sublinhava no final do concerto. Em volta, no público, víamos Fumaxa, Nel’Assassin, GSon, Zara G, Kroa. Um apoio nada improvável a uma voz que se tem assumido singular e interventiva. “O hip hop está a dominar tudo, cada vez somos mais”, exultou o jovem rapper com a mesma humildade com que no final recebeu um a um para fotografias e álbuns autografados. Se há palavra que o defina? Talvez nas suas rimas ele pudesse arranjar mil e uma formas de dizer humilde.

 


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