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Texto: ReB Team
Fotografia: Johnny Nuñez
Publicado a: 16/02/2026

O ex-G-Unit tem vindo a atravessar um bom momento criativo na presente década.

Duas décadas depois, Lloyd Banks regressa a Portugal para um concerto a solo no Lisboa ao Vivo

Texto: ReB Team
Fotografia: Johnny Nuñez
Publicado a: 16/02/2026

No dia 5 de Maio, o Lisboa Ao Vivo recebe Lloyd Banks para um concerto integrado na próxima digressão europeia. Este momento marcará o regresso de uma das figuras mais emblemáticas do hip hop nova-iorquino ao nosso país, 21 anos após o mítico espectáculo de 50 Cent no antigo Pavilhão Atlântico, em que Banks integrou a comitiva como parte dos entretanto extintos G-Unit. Os bilhetes para esta actuação em nome próprio vão custar 32€ e ficam disponíveis para venda a partir desta quarta-feira, 18 de Fevereiro, nos locais habituais.

Nascido Christopher Lloyd e criado na dura realidade de South Jamaica, em Queens, Banks transformou o que captou a partir das ruas numa escrita meticulosa e disciplinada que lhe valeu o reconhecimento enquanto liricista de excelência nos corredores do hip hop. A sua projecção internacional deu-se quando ajudou a fundar os G-Unit ao lado de 50 Cent e Tony Yayo, grupo no qual deu nas vistas antes de começar a trilhar uma carreira a solo que lhe fortaleceu o status no game. Depois de êxitos colectivos como “Wanna Get to Know You” ou “Poppin’ Them Thangs”, ambos incluídos em Beg for Mercy, a estreia em nome próprio com The Hunger For More permitiu-lhe alcançar maior reputação, tendo a obra atingido o estatuto de platina graças clássicos como “On Fire” e “Karma”, estabelecendo uma assinatura assente no rigor e na autoridade dos versos ao ponto de marcar as gerações que se seguiram.   

Ao longo de mais de vinte anos de actividade, Lloyd Banks consolidou um catálogo resiliente através de inúmeras mixtapes, álbuns e colaborações sonantes tanto com artistas de renome, como com talentos emergentes que viriam a vingar no rap — Eminem, Snoop Dogg, Ghostface Killah e Method Man são alguns dos artistas mais sonantes com quem participou em faixas. Rotten Apple (2006) e H.F.M. 2 (The Hunger for More 2) (2010) foram os outros dois LPs que editou ainda numa primeira fase da carreira, à qual se seguiu um declínio derivado a alguns problemas pessoais e também com os G-Unit, que ainda regressariam em 2014 mas já sem a mesma “chama”. 

A fase mais recente do MC representa um renascimento criativo que arrancou em 2021 com o álbum The Course of the Inevitable (2021), o seu primeiro álbum em onze anos. Embora sem o mesmo mediatismo de outros tempos, a verdade é que se apresentou a um nível muito bom, recolhendo aplausos da crítica e posicionando-se por entre uma nova vaga que tem feito estremecer os alicerces do underground norte-americano, amealhando pelo caminho participações de novas vozes como Benny The Butcher e Freddie Gibbs, mas também de verdadeiras lendas como Styles P e Roc Marciano.

Desde então, Banks tem gerado novos projectos de forma regular e prolífica, demonstrando uma maturidade poética moldada pela experiência e uma sonoridade de recorte mais clássico e conceptual, recusando-se a seguir tendências passageiras e sem a pressão de ter de corresponder ao bom desempenho comercial exigido da altura em que militava nas camadas mais mainstream da indústria. Este ciclo de produtividade constante teve como mais recente capítulo HHVI: THE SIX SWORDS (2025), onde alinhou completamente a solo.


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