DJ Sims de “Braços” abertos no single de avanço de Torto

[TEXTO] Gonçalo Oliveira [FOTO] Direitos Reservados

DJ Sims acaba de lançar um novo videoclipe: “Braços” é o primeiro avanço de Torto, o próximo lançamento com a chancela do Sistema Intravenoso.

O projecto sai quarta-feira, dia 19 de Setembro, em vinil com uma faixa-bónus — a edição no formato digital está, para já, “no segredo dos deuses.” A capa de Torto tem a assinatura de Eskema e é revelada, em primeira mão, no Rimas e Batidas.

 



Em “Braços”, o veterano DJ e produtor conta com a ajuda de Thierry Redondo e Laas Bife no trombone de vara e baixo, respectivamente. A dupla trabalhaou com Sims em metade do alinhamento de Torto, trabalho em que também podemos ouvir a guitarra de Miguel Ropio: “Tive a felicidade de trabalhar com três músicos em três dos seis temas do EP. Foi óptimo. Os inputs criativos da malta que não está directamente ligada ao hip hop são quase sempre riquíssimos.”

No dia 10 de Setembro, Sims também mostrou uma canção com Brazza (“Um dos meus rappers preferidos do nosso país”), que não vai entrar nas contas de Torto. “Quem sabe se esta música não se junta a outras tantas e fazemos uma Música Que Não É Arte Vol.3”, rematou o DJ. Cruzem os dedos.

 



No meio de todas as outras músicas que tens no disco, porque é que decidiste destacar esta como single de apresentação?

A escolha foi simples: é uma música com muita força e personalidade. O sample do início pareceu-me perfeito para dar um começo ao EP, como se tivesse voltado a amar a música com todas as minhas forças. O sample, os sopros, o tema do video — tudo somado, fez-me ir nessa direcção. Como se estivesse aqui de “Braços” abertos para tudo o que música nos oferece.

Os músicos que creditaste na descrição do tema tocam contigo no resto do EP? Como é que foi trabalhar com uma banda em vez de fazer tudo sozinho em máquinas/softwares?

Tive a felicidade de trabalhar com três músicos em três dos seis temas do EP. Foi óptimo. Os inputs criativos da malta que não está directamente ligada ao hip hop são quase sempre riquíssimos — baixo, guitarra e trombone de vara, neste caso. Foi mágico. Obrigado ao Bife, ao Ropio e ao Thierry!

Há um par de dias lançaste também uma faixa com o Brazza, que não faz parte do EP, certo? Como é que surgiu esse tema?

Não faz parte. O Brazza é um dos meus rappers preferidos do nosso país. Tendo a sorte de ele viver na mesma cidade que eu fica tudo mais fácil. De tempos a tempos mando-lhe uns beats e este caiu-lhe no goto. Escreveu aquelas linhas de fogo e fomos obrigados a chamar o Uzzy para fazer um video à altura da coisa. Parece-me que chegámos onde queríamos com esta música. Quem sabe esta música não se junta a outras tantas e fazemos uma Música Que Não É Arte Vol.3.

E agora que já revelaste o primeiro single do Torto: já tens uma data definida para a edição física e digital do EP?

O físico vai estar disponível a partir da próxima quarta-feira, por isso fiquem atentos que não são muitos exemplares! O formato digital do EP vai sair no mesmo dia em que sair o segundo single com video. Para já essa data está no segredo dos deuses. Ah, e notem uma coisa, o físico tem uma faixa inédita, que não vai estar disponível em mais nenhum sítio.

 


Gonçalo Oliveira

Gonçalo Oliveira

Filho bastardo do jazz e da soul que encontrou no hip hop uma nova forma de abordar linguagens musicais perdidas no tempo. Não tem uma música favorita porque Jimi Hendrix e J Dilla nunca trabalharam juntos.
Gonçalo Oliveira

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