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Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados
Publicado a: 12/02/2026

Prontos para voltar para a ilha.

De Vaiapraia a Pedrinho Xalé: Tremor’26 fecha a programação e anuncia alinhamento diário

Texto: ReB Team
Fotografia: Direitos Reservados
Publicado a: 12/02/2026

Está quase a chegar a 13ª edição do festival Tremor, que se realizará entre os dias 24 e 28 de Março na ilha de São Miguel, nos Açores. A programação está fechada após o derradeiro anúncio feito esta semana e o alinhamento diário também já está definido, podendo ser agora consultado no site do evento.

Como é seu apanágio, o Tremor volta a apresentar uma constelação de artistas que desafiam as categorias convencionais da indústria musical. Vaiapraia, cujo seu mais recente Alegria Terminal figurou entre os discos preferidos do Rimas e Batidas do ano passado, traz para o palco a fusão entre queercore, pós-punk e dramaturgia para explorar temas de humor, paixão e crítica social. Pedrinho Xalé, reinventor do funaná ao leme de órgãos e sintetizadores desde os anos 80, é outro dos nomes em destaque no Tremor. Os sabores de África estendem-se ao ensemble ugandês Arsenal Mikebe, que aqui surgem ao lado de Jonathan Saldanha (aka HHY) para transformar práticas rítmicas tradicionais em paisagens hipnóticas de grande densidade acústica que ressoam com a força telúrica dos Açores. Já a dupla de Chicago Angry Blackmen oferece uma narrativa feroz e futurista sobre sobrevivência e identidade negra através de rimas afiadas e produções abrasivas numa receita hip hop não aconselhável a ouvidos sensíveis.

Outro grande trunfo da edição deste ano é a dupla formada por The Bug e Warrior Queen, que vai representar a cultura soundsystem — do dub ao dancehall — no meio do Atlântico. Entre a tradição árabe e o futuro tecnológico que abraça o globo, os Use Knife são outro dos nomes a não perder de vista. MONCHMONCH, que circula entre Portugal e o Brasil, propõe um ritual festivo de punk e ruído carregado de energia provocadora e psicadelismo. O rapper NTK, natural da ilha de São Jorge e vencedor da convocatória Faísca, traz ao palco um rap aguerrido e original que espelha a vitalidade da cena hip hop açoriana. George Silver, que tem estado na linha da frente na pista da electrónica experimental portuguesa, é mais um dos cosmonautas que prometem desafiar os limites do som em plena ilha de São Miguel.

Vinda de São Paulo, a multifacetada Jup do Bairro irá desafiar convenções através de um espectáculo politicamente transformador que mistura rap com baile funk. Já o colectivo La Família Gitana celebra a herança cigana ao fundir o flamenco e a rumba com batidas contemporâneas de diferentes quadrantes. No domínio do DJing, Maki vai brindar os presentes com graves potentes onde convergem várias influências urbanas do Reino Unido, enquanto que Mix’Elle elevará os ritmos mais frenéticos ao domínio do sagrado para convocar uma missa de drum and bass na pista de dança do Tremor.

Ao todo, são mais de três dezenas de nomes convocados que podem consultar no alinhamento revelado pela organização. Para além da densa programação de concertos, o festival conta também com as habituais actividades paralelas, incluindo as já emblemáticas caminhadas performativas do “Todo-o-Terreno”, onde a música e a arte visual se fundem com as paisagens naturais da ilha, ou as experiências inesperadas do “Tremor na Estufa”, que transportam os espectadores para concertos surpresa em locais de produção agrícola.


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