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O convite de Ozferti para a dimensão alternativa do afrogrime

[TEXTO] Hugo Jorge

 

E se o grime tivesse nascido numa metrópole africana? À primeira vista a pergunta parece descabida, mas foi esse o ponto de partida para o produtor francês Ozferti e o seu EP Afrogrime Volume 2.

 



O resultado é uma mistura improvável entre os ritmos da África ocidental (Nigéria, Gana, Mali e Camarões) com a fluência e agressividade do grime – aqui são samplados versos de nomes como Wiley, JME, Skepta ou Big Narstie. Mais do que um estilo musical, o afrogrime é um lugar que Ozferti faz questão de descrever: “Imaginem uma dimensão alternativa onde os africanos ocidentais encontram tecnologias de steampunk”, disse ao site OkayAfrica.

Ozferti, nome artístico do ilustrador, músico e produtor Florian Doucet, não é um estranho na arte de criar novos rótulos musicais: no passado lançou trabalhos que intitulou de “ethio-hop” e “nubian bass”.

Depois do primeiro volume de afrogrime, divulgado no verão passado, o produtor voltou à carga com uma sonoridade que nos transporta para “paisagens abstractas, batidas grime, percussão apimentada, riffs de guitarras sulistas e ritmos cortantes”.

 


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