Claustro é o grande vencedor do Desafio 16 Barras ReB/Sennheiser

O Desafio 16 Barras ReB/Sennheiser terminou na passada quarta-feira e Claustro emergiu como o vencedor, deixando para trás Chillange, Eterno, Godzi e Moniztico.

A decisão coube ao público e Claustro não poderia estar mais feliz, contando em conversa com o Rimas e Batidas como tudo aconteceu: “Foi um bocado por impulso, sabes… Bichinho esse que tenho andado a seguir com maior frequência ultimamente. O prémio também se afigurou muito aliciante e a exposição, para já, é toda bem-vinda. Mas sim, foi por impulso. Tinha acabado de vir do estúdio nesse dia e tinha gravado essa faixa de um modo experimental que, por sua vez, tinha sido escrita 2 dias antes e assim foi: vi o post e enviei logo. Depois, o resto já é sabido e só tenho a agradecer a quem seleccionou a faixa e a quem depois votou nela.”

O percurso ganha um novo impulso com esta vitória, mas existe um passado no rap por conhecer do rapper pertencente à Vasconcelos Crew: “A primeira vez no mic a fazer rap e o consequente primeiro registo foram aos 15 ou 16 anos, no Secundário. Na altura pelo menos tinha temas específicos, apesar de serem estigas a colegas minhas ou declarações ‘pornográfico-amorosas’ a mães de amigos meus, aquilo estava mais bem definido do que o que escrevo agora. Na altura, já sabia que queria fazer isto a sério, só não tinha a certeza se era capaz, acho.”

 



As influências são o ADN do artista e Claustro conta-nos o que o formou como escritor de rimas: “Acho que inicialmente foram as mesmas da maioria dos rappers da minha geração. Recebi o Podes Fugir Mas Não Te Podes Esconder dos Da Weasel no aniversário para aí aos 11 anos e foi até riscar o CD. Depois quando ouvi Sam pela primeira vez caiu-me tudo! Percebi as possibilidades na escrita e na delivery que ele trouxe com a extensão técnica que deu ao rap tuga na altura. Depois o Valete, o Regula, o Xeg, o Mundo, o Fuse, o Sir Scratch, o Nerve, o Blasph, o Tilt, o Haka, o Allen, o Deau e, mais tarde, o Dillaz, o Khapo, o Keso, o L-Ali, o Mike El Nite e o Jota, cada um à sua maneira, fizeram o resto.”

Sem medo do futuro e com o prémio a ajudar a limpar as nuvens que afectam os artistas em início de carreira, o MC conta-nos os planos daqui para a frente: “O futuro, se tudo correr bem, vai ser cheio! Depois desta participação que ainda está a assentar na Purga do Haka, tenho o meu primeiro trabalho em forma de EP para sair no início do próximo ano. E, se não bater na rocha, hei-de apresentá-lo live a quem o quiser consumir. Tenho também, paralelamente, envolvimento num escândalo à escala mundial chamado Vasconcelos Crew e é para continuar! Estamos a caminhar a passos largamente vagarosos para um release que talvez ainda em 2017 ocupe lugar na experiência de vida de todos os portugueses. E, depois do referido, há um monte de experiências que quero ter com isto. Trabalhar com muita gente e ir para fora de pé sempre que a oportunidade surgir. Caminhar estrada fora com pouca densidade no planeamento que, bem visto, é quase inexistente.”

O perfil está completo e agora é aguardar por novidades do MC a sair vitorioso no Desafio 16 Barras. Para já, fiquem com a participação vencedora:

 


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