Vijay Iyer está prestes a voltar a Portugal para dar dois concertos já na semana que vem. O pianista e compositor norte-americano actua no dia 20 de Janeiro na Sala Suggia da Casa da Música, no Porto, e no dia 21 de Janeiro no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
Figura central do jazz e da música criativa contemporânea, Vijay Iyer tem construído, nas últimas décadas, um percurso singular que cruza composição arrojada, improvisação livre, pensamento político e investigação académica, mantendo na sua prática musical uma atenção às tensões sociais e às possibilidades expressivas colectivas. Reconhecido com distinções como a MacArthur Fellowship e múltiplas nomeações para os Grammy, Iyer afirma-se hoje como um dos compositores mais influentes da sua geração.
No pico da sua maturidade criativa, rubricou no último par de anos dois marcantes discos para a histórica gravadora alemã ECM. No mais recente Defiant Life (2025), o segundo encontro em dueto com o trompetista Wadada Leo Smith, Iyer explora uma música de resistência e contemplação, onde o silêncio, a escuta profunda e a forma aberta das composições assumem um peso quase filosófico. Já Compassion (2024), gravado em trio com Tyshawn Sorey e Linda May Han Oh, aposta numa energia colectiva intensa e elástica, combinando complexidade rítmica com uma clareza emocional rara.
Em Julho do ano passado, a propósito da sua passagem pelo festival de Braga Julho é de Jazz, o aclamado pianista concedeu uma entrevista a Rui Miguel Abreu para o Rimas e Batidas.