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Blastah Beatz: “Penso que o pessoal que é fã dos 90s vai gostar da sonoridade de PHD in Beatmaking

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O beatmaker de Braga Blastah Beatz lançou mais uma faixa do seu disco de estreia que irá sair a meio de Outubro, PHD in Beatmaking. “Endure & Prosper”, que conta com a participação na voz de Mitchy Slick, Cashis e Headkrack, é o nome da faixa que o produtor considera o primeiro single oficial do disco, apesar de já ter mostrado três temas – “Mary Juwana“, “Worldwide Disaster” e “How to Get Away with Murder“. E escolheu “Endure & Prosper” por ter “uma sonoridade que se destaca mais”, com uma vibração mais próxima da “West Coast” dos EUA, de onde são Mitchy Slick e o Cashis. “O estilo deles traz algo de diferente ao resto do projecto. É o tipo de som que podes curtir sem estar a prestar demasiada atenção à letra, e quando o decides fazer, és transportado para o bairro e lifestyle de cada um dos MCs”, diz o produtor ao Rimas e Batidas.

 



Sobre PHD in Beatmaking, Blastah Beatz adianta que tem edição marcada para 21 de Outubro. E levanta o véu sobre aquilo que preparou para a estreia. “Procurei mostrar o máximo de sonoridades distintas dentro do boom bap, que é a minha espinha dorsal. Produzi e mixei tudo por isso, para o bem ou para o mal, é a minha visão que sai transmitida”, diz-nos. “Vão poder ouvir sons soulful mais downtempo com conceitos interessantes, a ritmos mais agressivos e upbeat tradicionais da era que represento, sempre com muito breakbeat e scratch à mistura, pelo que os 808’s são rarefeitos! Abordei cada instrumental com um tema e um artista (ou vários) em mente, demorou o seu tempo, mas foi tudo muito calculado e penso que o pessoal que é fã dos 90s vai gostar da sonoridade e dos conceitos.” O disco vai estar disponível em formato físico e digital, que será uma edição especial e que poderá ser pré-encomendado em blastahbeatz.com.

Apesar de só agora editar o seu primeiro álbum, Blastah Beatz começou a fazer música “há mais ou menos 13 anos e a levar a cena mais a sério em 2007”. Franck – aka O.G. Blastah – nasceu em França há 29 anos, hoje mora em Braga e já teve a oportunidade de assinar beats para nomes como Kool G Rap, Inspectah Deck ou Busta Rhymes. “Foi na altura do MySpace, que era uma óptima forma de entrar em contacto directamente com os artistas ou com os seus representantes. Tinha algumas batidas na minha página e um MC que tinha estado no álbum Made In Brooklyn, do Masta Killa dos Wu-Tang Clan, ouviu por acaso e contactou-me. Com isso reparei na importância da ferramenta e tornei-me mais activo nesse aspecto do networking”, recorda. “E lá fui juntando alguns contactos que gostavam da minha música com quem fui trabalhando ao longo dos anos. Cada nome tem uma história por trás, mas foi basicamente pela Internet e respeito mútuo que fui fazendo o meu grind.”

 


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Blastah Beatz fala-nos ainda das suas influências na música. Aponta KRS-One como “a referência desde a adolescência”, mas foram os Wu-Tang e os Cypress Hill que o tornaram num coleccionador. “Considero o RZA, o True Master e o DJ Muggs as minhas maiores influências mas o DJ Premier, o Pete Rock e o Dr Dre também. Passei mesmo muito tempo [e sublinha o ‘muito’] a estudar produtores e a tirar notas.”

Há muitos mais nomes que Franck puxa da memória afectiva quando fala em referências. Até para lá do rap, outros géneros que começou a ouvir ainda há mais tempo, como o reggae, o punk e algumas formas de metal e electrónica. “Em França ouvi muito o Madizm da 707 Team e os produtores dos IAM e Fonky Family, entre outros. Em Portugal o Sam the Kid e o Serial são grandes influências, o Mundo e o Fuse também, e o Boss AC que considero subestimado como produtor.”

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