Apollo: Atmospheres & Soundtracks de Brian Eno com reedição especial

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Apollo: Atmospheres & Soundtracks, de Brian Eno, foi ontem alvo de uma reedição em vinil e CD. Aos 12 temas originais, agora remasterizados por Miles Showell, dos Abbey Road Studios, juntam-se mais 11 novas faixas num duplo LP.

36 anos após o lançamento original, que aconteceu em 1983, e como forma de celebrar os 50º aniversário da chegada do homem à Lua, Apollo: Atmospheres & Soundtracks volta a estar disponível em vinil. O disco, feito por Eno em parceria com o irmão Roger e Daniel Lanois, foi criado com o objectivo de servir de banda sonora para o documentário For All Mankind, que após várias reviravoltas na sua edição apenas ficou concluído 6 anos depois das composições musicais chegarem ao público, acabando por não se ter utilizado todo o alinhamento de Apollo: Atmospheres & Soundtracks no decorrer da acção, em detrimento da inclusão de músicas cedidas por outros artistas. Isso não impediu o trio de voltar a mergulhar no filme para se inspirar na criação de um lote de novos temas, que agora integram a reedição do clássico álbum de música ambiente.

Em entrevista à Rolling Stone, os irmãos Eno e Daniel Lanois abordaram o método de criação da obra, com a inspiração a chegar-lhes por intermédio de gravações e fotografias da missão Apollo 11. “Nós tínhamos fotografias dispostas à volta do estúdio e a forma de funcionar das coisas era que um pedaço de música se começava a desenvolver, até que um de nós dizia ‘olhem para aquela imagem. Não se parece com aquilo que estamos agora a fazer?’ E nós trabalhávamos em volta disso”, lembra Brian Eno.

E embora o astronauta Michael Collins não se tenha juntado a Neil Armstrong e Buzz Aldrin na lista de seres humanos a caminhar em solo lunar, o seu trabalho de manter a nave operacional durante a espera pelos colegas não foi menos inspirador na hora de compor a música contida em Apollo: Atmospheres & Soundtracks. “Uma das coisas que eu vi e que mais me tocou foi a bravura do Mike Collins, que foi deixado sozinho,” explicou Roger Eno. “Só pensava na desconcertante solidão que aquele homem deve ter sentido. Foi assim que que abordámos a composição do disco, ao tentar habitar as emoções e ao acentuar a beleza presente no filme.”


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