7 Dias, 7 Vídeos

[TEXTO] Gonçalo Oliveira [FOTO] Direitos Reservados

Era digital, informação à velocidade da luz. Vídeos e músicas a soçobrar pelas plataformas virtuais. Novidades emaranhadas entre si, confusão sónica, sentidos desorientados. Quem nos guia? Por onde vamos? Para onde vamos?

7 Dias, 7 Vídeos é o resgate audiovisual semanal nos terrenos do hip hop e electrónica. Filtragem de qualidade, barreira contra a poeira que nos cega com tanto de novo, com tanto para espreitar e escutar.

 


[Anderson .Paak] “Tints” Feat. Kendrick Lamar

Pena não ter saído a tempo de se tornar numa das melhores canções para o Verão de 2018, mas a jogada de Anderson .Paak aponta claramente à próxima edição dos GRAMMY, na qual vai tentar entrar na disputa pelo prémio máximo da industria discográfica com a ajuda de Oxnard, depois de conseguir apenas duas nomeações em 2016 com o disco de estreia Malibu. Até agora, tudo parece estar bem encaminhado: um single forte com um verso endeusado de Kendrick Lamar, Dr. Dre na produção executiva e pelo menos uma batida de Madlib estão confirmados naquele que pode vir a ser um dos álbuns do ano.

 


[Hock Tu Down] “Fanks”

Lee Scott e Reklews voltam a unir esforços na dupla Hock Tu Down, cuja última edição remonta para Something Strange, de 2009. Agora em vinil e cassete, através da Blah Records, MC e produtor juntam-se num LP de 16 faixas, editado no passado dia 22 de Outubro. “Fanks” sucede a “Breakfast” na lista de singles extraídos de Hock Tu 3 para a sua promoção.

 


[Mick Jenkins] “Padded Locks” & “Barcelona”

Mick Jenkins cortou o verso de Ghostface Killah para encurtar “Padded Locks” e juntou-o a “Barcelona” para um videoclipe conjunto — o primeiro tema é uma produção de KAYTRANADA e o segundo tem Nissim a assinar o instrumental. Ambas as faixas fazem parte do alinhamento de Pieces Of A Man, o segundo álbum do rapper de Chicago que homenageia o clássico de Gil Scott-Heron com o mesmo título.

 


[Swizz Beatz] “Come Again” Feat. Giggs

POISON é um dos discos mais esperados deste ano, o segundo a solo do veterano produtor Swizz Beatz. É já esta sexta-feira que vamos poder ouvir o resultado final, no qual constam colaboradores poderosos como Kendrick Lamar, Lil Wayne, Pusha T, Jadakiss, 2 Chainz ou Nas num conjunto de dez temas, dos quais apenas um é assinado apenas por Swizz. O tema a meias com Giggs surge depois de o produtor nos ter dado a conhecer “Preach”, “25 Soldiers” e “Pistol On My Side”.

 


[Homeboy Sandman & Edan] “The Gut”

Homeboy Sandman tem sido um nome recorrente nas edições da Stones Throw Records, tanto nos discos a solo como em projectos a dois, como são o caso dos três volumes de Lice, ao lado de Aesop Rock. Desta vez é Edan quem se junta ao rapper de Queens, produtor que tem vindo a somar créditos em temas de Mr. Lif, Akrobatik ou Your Old Droog, tendo também colaborado com Homeboy Sandman anteriormente em Kindness For Weakness. Humple Pi é o álbum de estreia desta nova dupla, que tem “The Gut” como o seu mais recente single.

 


[King Krule] “Cadet Limbo”

Charlotte Patmore assina o mais recente vídeo de King Krule, que volta a colocar o britânico na órbita de The OOZ, o álbum que editou pela XL Recordings no ano passado. Ignacio Salvadore é o saxofonista que acompanha o cantor e produtor na estrada, peça central no processo de inspiração para o videoclipe de “Cadet Limbo”, que sucede a “Biscuit Town” numa série de parcerias com a WePresent, plataforma da WeTransfer que apoia alguns artistas de forma directa.

 


[Lessa Gustavo] “Cloro”

Lessa Gustavo editou este mês o EP Só Amanhã Depois Que Tu Acorda. O beat de “Cloro” é da autoria de d e d h i g h, um dos produtores escolhidos para trabalhar estas cinco novas faixas do rapper brasileiro, que já havia editado vários temas soltos no decorrer do ano. O videoclipe é mais uma criação da equipa JODO, colectivo que tem assinado diversas peças para alguns dos nomes emergentes na cena do hip hop underground do Brasil.

Gonçalo Oliveira

Gonçalo Oliveira

Filho bastardo do jazz e da soul que encontrou no hip hop uma nova forma de abordar linguagens musicais perdidas no tempo. Não tem uma música favorita porque Jimi Hendrix e J Dilla nunca trabalharam juntos.
Gonçalo Oliveira

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