Surma: “Desde o princípio que quero apostar numa estética visual que puxe para o minimal”

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Surma está de volta com “Hemma”, o primeiro single do seu álbum de estreia, Antwerpen. O vídeo ficou a cargo da CASOTA, produtora audiovisual que actua como um colectivo de criativos nas áreas do áudio, vídeo e grafismo.

Se “Maasai” foi uma bela estreia, “Hemma” é uma sucessora digna. Os visuais e a música fundem-se para formar uma espécie de duo especializado na procura pela tranquilidade sónica, sendo guiados pelo balanço resultante da dinâmica rítmica e pelos sintetizadores espaciais, um som que Leiria começa a reclamar como seu.

Débora Umbelino esteve à conversa com o Rimas e Batidas e desvendou o significado do título da nova faixa, o que é que podemos esperar do seu primeiro longa-duração e a relação sónica entre os músicos de Leiria:

 


hemma-surma


Depois de lançares “Maasai” em 2016, estás de regresso com o primeiro single do teu álbum de estreia, “Hemma”. O que é Hemma? Um lugar ou uma pessoa?

Acho que vai ao encontro das duas coisas. Por um lado, é uma música para a minha avó. Por outro, foi por causa de um filme que estava a ver na altura em que estava a viajar pela Escandinávia! O filme chamava-se Hemma (e tinha uma história incrível). Nesse mesmo filme, o nome Hemma significava “casa”. Como estava a trabalhar no single lá e em Portugal, senti uma lógica tremenda em dar este nome ao primeiro single. Fez todo o sentido para mim. Deu para ligar as duas coisas numa só.

Voltas a apostar num registo audiovisual elaborado conceptualmente. Sem estar a querer fazer leituras demasiado aprofundadas, parece existir uma “luta” interna que tem o sexo feminino e o sexo masculino como principais protagonistas. Como é que surgiu o conceito para o vídeo? Fizeste parte do processo ou entregaste este trabalho nas mãos da CASOTA Collective?

Estivemos ambos sempre presentes no processo. Ideias, produção… foi sempre trabalho dos dois. Lógico que eles é que tiveram as ideias principais do vídeo. Desde o princípio que quero apostar numa estética visual que puxe para o minimal, mas que ao mesmo tempo deixe as pessoas “chocadas” – num bom sentido – e que o impacto seja forte à primeira vista! Falámos várias semanas e tivemos várias ideias que no fim se fundiram e deu este mesmo resultado final! Quisemos criar um impacto entre a mobilidade e a imobilidade dos corpos, indo sempre ao encontro do minimalismo visual.

Gravaste o vídeo para “Maasai” em Doel e o teu disco vai ter o título Antwerpen. Qual é a tua relação com a Bélgica e de que forma é que o país influenciou o álbum?

Assim que pus os pés em Antuérpia pela primeira vez, fiquei totalmente impressionada com a vibe da cidade, a vida que me trouxe, as pessoas espectaculares que lá residem. Foi toda uma energia incrível que eu senti enquanto estive lá. Decidi intitular o álbum desta forma não só por essa razão, mas também porque não quero esquecer como foi o início desta viagem. “Maasai” foi a minha primeira música, foi a que deu a conhecer o projecto. É como que uma homenagem e um agradecimento a esta cidade incrível, não esquecendo nunca como foi o início de Surma (“Maasai”).

A produção do longa-duração ficou a cargo dos First Breath After Coma, certo? Tendo em conta a relação sónica, editorial e geográfica – são todos de Leiria – , é normal isto ter acontecido. O que é que a cidade tem para vos remeter para este tipo de música que é, grande partes das vezes, espacial?

Sim, CASOTA Collective! Boa pergunta… não sei bem! Acho que o simples facto de todos nós vivermos em aldeias pacatas e, de certa forma, um pouco isoladas ainda do centro de Leiria dá-nos essa mesma inspiração introspectiva e melodramática que pomos nas músicas. É o ar da cidade que nos inspira a ir para estes caminhos (risos).

 


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