Rui Miguel Abreu inaugura nova plataforma para a sua escrita

[FOTO] Hélder White

Prestes a completar 30 anos de carreira como crítico de música, Rui Miguel Abreu, director do Rimas e Batidas, decidiu expandir a sua actividade para a plataforma Patreon.

O seu percurso começou no diário A Capital passando depois por publicações como o Diário de Notícias, a revista do Independente e o semanário Se7e. Nesses tempos entrevistou nomes como David Bowie, John Zorn, Amália Rodrigues, Dizzy Gillespie, John Cale, Bryan Ferry, Rage Against the Machine, Sonic Youth, Kraftwerk. Também foi nessa fase que iniciou a sua relação com o hip hop português.

Depois de passagens pela Numero ou Op., o divulgador musical estabeleceu-se na Blitz — a sua ligação com o então jornal começou em 2004 — e aventurou-se na rádio através da Antena 3 e RDP África e no ensino através da ETIC.

 


Rui Miguel Abreu is creating Ensaios, entrevistas, críticas, playlists. Tudo sobre música. | Patreon


Agora, é tempo de explorar um formato diferente: o crowdfunding. Em conversa com o ReB, RMA justifica esta opção: “Tenho visto a pilha de discos sobre os quais me apetece escrever a crescer, sem que faça grande sentido fazê-lo no ReB ou não havendo o espaço para isso noutras publicações com que colaboro. Sempre me interessei por muitos géneros musicais e apetece-me cada vez mais escrever sobre coisas que não têm qualquer tipo de espaço na imprensa musical portuguesa. Sou, no entanto, um profissional e precisava de uma plataforma que acomodasse essa possibilidade, de recolher algum tipo de rendimento deste meu trabalho. O Patreon oferece essa possibilidade.”

E será esta uma das vias para o jornalismo do futuro? “O futuro é o que testamos hoje. Se funcionar, será sem dúvida o futuro. Sempre acreditei nesta ideia do envolvimento directo em coisas que nos interessam, sejam edições discográficas microscópicas financiadas por pré-vendas ou crowdfunding, ou outro tipo de iniciativas que apelam a este voluntarismo e nos fazem chegar à frente e meter as mãos na carteira. Porque acredito que um determinado tipo de escrita não pode desaparecer sacrificado no altar do clickbait ou das views ou das partilhas ou do que seja. Nunca me incomodou saber que pode haver só meia dúzia de pessoas interessada no que eu, ou qualquer outra pessoa, possa ter para dizer. O que me incomoda é que se descarte esse tipo de pensamento precisamente porque só interessa a meia dúzia de pessoas. E espero que haja, pelo menos, meia dúzia de interessados…”

Podem conferir todos os pormenores na página do Patreon.

 


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