A lista do ano de Pedro Mafama

[FOTO] Manuel Abelho

O que pode um bom single — servido num tremendo videoclipe — fazer pela carreira de um artista? Pedro Mafama estreou-se no final do ano passado com um EP e repetiu a dose em 2018 com Tanto Sal. Se ao Rimas e Batidas a música convenceu logo à primeira, foi necessário que o imaginário visual chegasse à Internet em conta, peso e medida para que o cantor/MC/produtor sentisse o primeiro pique de popularidade após duas tentativas falhadas, do ponto de vista do seu criador, que já nem se encontram arquivadas no YouTube.

Com a ajuda de António Freitas e Fábio Silva, da Follow Creative Studio, responsáveis pelo aclamado documentário Hip To Da Hop, o vídeo de “Jazigo” é facilmente identificável como uma das mais belas obras deste ano, servindo-lhe até como trunfo para “conquistar” a atenção de Branko — conforme revelou em entrevista ao ReB —, que lhe endereçou o convite para uma maratona musical curada pela Enchufada, no Porto.

Agora que o ano chega ao fim, Pedro Mafama partilhou connosco aqueles que, na sua óptica, também souberam tirar o melhor proveito de 2018.

 


[MELHOR ARTISTA NACIONAL] Conan Osiris

“2018 foi sem dúvida o ano dele, e sinto que a nossa cultura recebeu uma prenda estranha, frágil e cheia de beleza com a sua chegada. Se o Conan um dia cantar na Eurovisão vou-me sentir mais do que bem representado.”

 


[MELHOR ARTISTA INTERNACIONAL] Rosalía

“O melhor exemplo de qualidade e de projecto bem consolidado que ouvi este ano, e é mais uma prova de que a globalização é uma troca constante em que as sonoridades e estéticas são para ser absorvidas, mas logo a seguir devolvidas ao mundo de maneira diferente.”

 


[MELHOR PRODUTOR NACIONAL] PEDRO

“Um produtor que tem muitas cartas para dar, e com a sonoridade que tem vindo a construir tem, sem dúvida, muito a acrescentar ao panorama musical internacional.”

 


[MELHOR PRODUTOR INTERNACIONAL] Fake Guido

“Pelo trabalho que fez com a espanhola Bad Gyal. Os dois criaram um projecto que mistura reggaeton, dancehall e um sabor a trap que criou uma sonoridade fresca e festiva mas também sublime e sofisticada em faixas como “Yo Sigo Iual” e “Trust”, da mixtape Worldwide Angel. Bad Gyal é de Barcelona mas brilha ‘ínternássionally’ a correr o mundo todo desde a Ásia aos Estados Unidos.”

 


[MELHOR FAIXA NACIONAL] “O Meninu Ke Brinkava Com Bunekas” de Tristany

“Fiquei de boca aberta quando o Pedro, O Mau (aka VULTO.) me mostrou o Tristany. Uma sonoridade indie criada na Linha de Sintra, em que fatos de treino do Belenenses, bolsas a tira-colo e sangrias Dom Simon acompanham vozes cheias de reverb a cantar letras tristes, frágeis e de uma beleza inquestionável. Tenho a certeza que o futuro reserva coisas lindas para este projecto, que tem muito para oferecer à música lisboeta e portuguesa.”

 


[MELHOR FAIXA INTERNACIONAL] “In My Feelings” de Drake

“Uma música carismática e cativante com um sabor a Nova Orleães, que mostra como até dentro da América há uma constante troca de sonoridades locais com o panorama mainstream, e que os dois dependem constantemente um do outro.”

 


[MELHOR DISCO NACIONAL] Mundu Nôbu de Dino D’Santiago

“Um trabalho muito bem pesquisado, produzido e apresentado, que eleva a fasquia de qualidade da música que tem vindo a ser produzida em Lisboa. A faixa-hino ‘Nova Lisboa’ mostrou-nos também um novo tipo de canção, que pode ser posto em cima dos instrumentais da Enchufada, o que abre caminhos novos para a editora, para o Dino, e para todos os que querem criar coisas novas na nossa cidade e país.”

 


[MELHOR DISCO INTERNACIONAL] El Mal Querer de Rosalía

“Muitas vénias e emojis de mãos estendidas para a nossa vizinha e hermana que fez uma coisa verdadeiramente linda este ano.”

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