A lista do ano de Metamorfiko

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Metamorfiko regressou às edições em 2018 e logo com dois projectos. Primeiro estreou-se a solo por COLÓNIA CALÚNIA com o EP EYELASHES GONE e depois fechou-se numa [caixa] com Secta, naquele que foi um dos lançamentos mais aclamados deste ano da turma liderada por VULTO.. A escolha rebuscada de samples e o toque preciso com que lhes aplica o corte e costura valeram-lhe um lugar entre os principais produtores nacionais do ano.

Ainda sem planos para 2019, há pelo menos uma meta a riscar da sua lista de desejos pessoais, fruto do trabalho que desempenhou este ano: Metamorfiko vai fazer parte da comitiva de COLÓNIA CALÚNIA que integra a primeira edição de sempre do festival ID, naquela que é a estreia do colectivo num palco de dimensões generosas.

Ao Rimas e Batidas, o produtor revelou quais foram os artistas que mais o entusiasmaram em 2018.

 


[MELHOR ARTISTA NACIONAL] Secta

“Não é o rapper mais conhecido nem mediático e até o considero underrated, e é pena porque tem uma escrita inigualável, um estilo único e uma entrega e forma de dizer as rimas como ninguém. Sou super suspeito, fiz um trabalho a meias com ele, sei o que ele vale e espero que um dia venha a ter o reconhecimento devido.”

 


[MELHOR ARTISTA INTERNACIONAL] Sophie

“Uma identidade como poucos conseguem ter. É aquela artista que oiço e sei que mais ninguém faz algo daquela forma. A sonoridade é muito própria e também futurista, sem medo de ser diferente e desafiando o ouvinte para os sons mais estranhos do outro mundo.”

 


[MELHOR PRODUTOR NACIONAL] VULTO.

“A quantidade e a qualidade de projectos lançados aliada ao facto de experimentar, arriscar e desbravar novas sonoridades.”

 


[MELHOR PRODUTOR INTERNACIONAL] JPEGMAFIA

“É incrível a estética única deste produtor. A audácia, os detalhes, os breaks, o inesperado, o experimental e o abstracto. Ouves e sabes ‘ok, isto foi ele que produziu’. Único como poucos.”

 


[MELHOR FAIXA NACIONAL] “Manhã Tropical” de Beautify Junkyards

“Infelizmente só os descobri este ano e lembro-me que ouvi esta música na rádio e pensei: ‘Que sonoridade é esta?’. Com um ambiente a puxar a hauntology e a voz arrepiante da Rita Vian. A versão ao vivo é algo de outro mundo. Arrepiante.”

 


[MELHOR FAIXA INTERNACIONAL] “Weight” de Brockhampton

“A progressão deste som é algo incrível. Kevin Abstract mostra-se mais vulnerável que nunca, Joba surge de repente num drum’n’bass inesperado e Dom surge mais contido e frágil num break em pitch down. É daqueles instrumentais que fico a pensar ‘como será que começaram? Com os strings, com os drums, com os breaks?'”

 


[MELHOR DISCO NACIONAL] The Invisible World Of… de Beautify Junkyards

“A sonoridade deste disco é muito saudosista. Fui vê-los na ZDB e fiquei ainda mais fã. As novas roupagens tornam os sons ainda mais interessantes.”

 


[MELHOR DISCO INTERNACIONAL] Oil Of Every Pearl’s Un-Insides de Sophie

“Já estava à espera deste álbum desde a compilação Product, que Sophie lançou em 2015. A sonoridade é única, tanto explora o lado íntimo, obscuro e transgénero da artista, como de repente surge com um banger com tarolas metálicas e rasgos de sintetizadores que fazem qualquer produtor pensar: ‘Como é que ela fez isto?’ Inspirador.”

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