A lista do ano de Don L

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Seu xapa dispensa apresentações. Ou, por esta altura, já o deveria. Dos Costa a Costa à clássica mixtape Caro Vapor / Vida e Veneno de Don L e ao seminal Roteiro Pra Ainouz, Vol. 3, Don L é hoje um dos incontornáveis do rap brasileiro e a quem o género deve agradecer não só a frescura estética como as puxadas mais emocionais, sem nunca prescindir de ser provocador e incisivo no discurso.

Kanye West do Ceará (desculpa, Baco!), o produtor e MC de Fortaleza é alguém de quem se espera, para o bem e para o mal, a constante superação e um olhar sempre mais crítico. Este ano, ouvimo-lo em duas faixas solo, ao lado de Diomedes Chinaski, Froid e até em modo poesia acústica, rompendo com todas as expectativas.

Deixou-nos as suas, críticas, escolhas de 2018.

 


[MELHOR ARTISTA NACIONAL (BR)] Maria

“Eu gosto do que ela é, de onde ela vem, o que ela representa. Um artista para mim é muito mais do que as músicas que lança. Tem artistas que lançam músicas boas mas eu não sinto, soa falso. A Maria me soa real antes de lançar.”

 


[MELHOR ARTISTA INTERNACIONAL] Diomedes Chinaski

“O Diomedes foi o cara que mais cresceu esse ano. É o cara mais de verdade na cena, você sente o que ele canta, seja no disco ou no show. Para mim é categoria internacional.”

 


[MELHOR PRODUTOR NACIONAL/INTERNACIONAL] Deryck Cabrera

“Esse é o meu produtor gringo, porque é outro que eu acho nível internacional mesmo. Trouxe o Amiri de volta esse ano e só isso já dá para ele o título de melhor produtor internacional.”

 


[MELHOR FAIXA NACIONAL (BR)] “Superstar” de FBC

“Muito foda esse som. Me traz de volta para a favela, me traz de volta para os Costa a Costa, ouvir esse som.”

 


[MELHOR FAIXA INTERNACIONAL] “Downtown” de Nego Gallo

“Esse som, que faz parte da mixtape Veterano que sai ano que vem, é um som de vida, tem tudo ali de forma muito singela e exata, só o necessário de cada coisa. É a celebração da vida na voz de um combatente veterano, te faz relativizar teus problemas, te faz sentir que vale a pena.”

 


[MELHOR DISCO NACIONAL (BR)] Audaz de Filipe Ret

“Acho que esse é o melhor disco do Ret. Ele usou um clássico do funk carioca na intro que é o que eu esperava os rappers cariocas fazerem há muito tempo, ganhou minha atenção ali. As letras e flows desse disco estão maduras. Os feats estão bons, D2 no seu melhor, Flora no seu melhor, BK no seu melhor. Produção boa, mix boa. É um disco bem trabalhado mas soa real, não cai no erro que os gringos chamam de trying too hard, que é uma coisa que acontece muito no rap.”

 


[MELHOR DISCO INTERNACIONAL] Comunista Rico de Diomedes Chinaski

“Para honrar a internacional comunista, né? Diomedes é o mais real, esse disco soa verdade do começo ao fim. Junta isso com a técnica nota 10 do irmão, você tem um clássico. Isso porque é uma mixtape, com problemas de gravação, produção e mixagem, e tudo bem pra uma mixtape. Mas é tanto sentimento que traz que o fato de ser uma mixtape passa batido e soa como disco.”

 


[MELHOR DISCO INTERPLANETÁRIO] Mal dos Trópikos de Makalister

“Jovem Maka é foda.”

 

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