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Publicado a: 06/07/2017

Karlon no NOS Alive: Cabo Verde no Passeio Marítimo de Algés

Publicado a: 06/07/2017

[TEXTO] Alexandre Ribeiro [FOTOS] Sara Coelho

O caos que encontrámos na entrada do recinto fez-se com uma banda sonora improvável: Alt-J e Niles Mavis, uma junção que só poderia acontecer no meio de um festival que dá diferentes alternativas. O tempo não permitiu que chegássemos a tempo do concerto de um dos melhores “assassinos” nos pratos, mas o rap português não terminava aí e Karlon era o homem que se seguia.

Passaporti, o seu último disco, é uma homenagem a Cabo Verde, um regresso às origens que se transformou numa espécie de ode ao sample exótico. E, nada que espante, foi esse exotismo que chamou grande parte das pessoas para o Palco NOS Clubbing.

 


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Veterano dos versos em crioulo, Karlon manietou o público como quis, acompanhado pelo hype man e DJ X-Acto, o homem que colocou o corte sempre no momento certo. Se era notório que o público não conhecia o seu trabalho – grande percentagem nem sequer perceberia a língua – , o MC dos Nigga Poison nunca se encolheu para um público que exigia força e versatilidade.

A espaços, batuque, funaná e rap estiveram em missão de paz através da dança com Daniela, o elemento que trouxe a ginga na anca (e nos joelhos) para cima do palco.

Os grandes destaques vão para “Paranóia” e  “Foi Sodade”. Se o primeiro foi um exercício de fast flow que deixou o público em alvoroço, o segundo conseguiu colocar a plateia a acompanhar a voz samplada de Cesária Évora, um momento sublime de homenagem a uma das grandes vozes da lusofonia. Início com classe para um dos nome incontornáveis do hip hop nacional!

 


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