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Publicado a: 21/09/2017

Karlon lança vinil de Passaporti em Janeiro

Publicado a: 21/09/2017

[TEXTO] Alexandre Ribeiro [FOTO] Sebastião Santana

Passaporti, o mais recente disco de Karlon, vai ser editado em vinil pela Rastilho. O anúncio foi feito pelo próprio artista no seu Facebook pessoal.

Com um acervo discográfico numeroso e diversificado – do reggae de Zion ao trap de “Akredita“, que teve direito a vídeo recentemente, ou ainda “Fotocópia“, tema produzido por Razat – , o pioneiro do rap crioulo atravessa uma fase bastante positiva na sua carreira, tendo actuado no NOS Alive e no Festival Iminente durante este Verão e sido já confirmado na edição deste ano do Vodafone Mexefest.

Passaporti, um disco que recolhe inspiração e samples na música tradicional de Cabo Verde com a preciosa ajuda de Charlie Beats na produção, é um dos melhores títulos da carreira de Karlon. Aproveitando a revelação que teremos o LP num futuro próximo, o Rimas e Batidas esteve à conversa com o MC:

 


https://www.youtube.com/watch?v=ZbeMvsnEVYI


Quando é que decidiste fazer o vinil do Passaporti? A ideia partiu de ti?

Já há muito tempo que queria lançar, mesmo outros trabalhos passados como o Nha Momentu e o Meskalina. Só não os lancei por nível de custos… Entretanto estava no estúdio da Toolateman, dos Blasted Mechanism, onde faço as minhas mixes e masters dos sons, e vi o vinil do álbum Egotronic. Disse: ‘Xiii, Ary, curtia bué ter esse disco porque sou mega admirador dos Blasted’. O Ary respondeu-me: ‘leva!’ Eu fiquei todo contente e perguntei-lhe onde é que o tinham feito. Disse-me que tinha sido numa editora, a Rastilho, e deu-me o contacto. Comuniquei com eles, gostaram do disco e aceitaram a edição.

É o teu primeiro álbum com lançamento em vinil. Era algo que querias há muito tempo…

Queria muito isto. Para mim, o vinil é o expoente máximo de uma edição de autor. Para além de resistir para a eternidade, a qualidade sonora é muito melhor. Em 2010, com os Octa Push, tinha feito um single intitulado “Legos”, que teve edição em vinil pela Iberian Records. E também na participação no álbum do Sensei D., Vivificat.

 



És um coleccionador? Quais é que são os teus discos mais preciosos e aquele vinil que gostavas de ter na tua colecção?

Sim, sou coleccionador. Tenho o 36 Chambers dos Wu Tang Clan, o The Chronic do Dr. Dre, It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back dos Public Enemy, Revoir Run Printemps dos IAM, entre outros. O disco que gostava de ter é o The Latch-Key Child do A+.

Passaporti é um dos teus projectos mais bem recebidos pelo público e no Festival Iminente deu para comprovar isso. Estavas à espera desta recepção?

Eu quando vou dar um concerto penso sempre na pior hipótese, que as pessoas não conhecem a música ou que vão estar poucas pessoas. Vou com o espírito de conquista imediata e faço interacção com o publico. Cresci assim a dar concertos com esse espírito. Mas gostei da recepção do público e da forma como aderiram. Fiquei contente.

O que é que tens escrito na tua agenda para os próximos meses?

Agora vai ser o Mexefest. Também tive um convite para o Brasil e estão a reunir as condição para ir lá. Dia 29 deste mês vou estar com o Razat a celebrar os 2 anos da Crate Records no Titanic [Sur Mer]. Tenho um álbum com o Razat pronto. Tudo indica que vamos lançar este ano. E tenho outro álbum pronto para o próximo ano que está em fase de remistura – faltam duas participações.

 


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