Mais um ano de Rimas e Batidas!

[TEXTO] Rui Miguel Abreu

 

Foi um grande ano para o Rimas e Batidas: o nosso projecto editorial clarificou-se e deu para perceber que o hip hop e as múltiplas linguagens derivadas da electrónica são terrenos muito ricos em Portugal, tanto em produção própria quanto como ponto de passagem para muitos dos mais relevantes nomes internacionais. Tudo isso se manifestou num intenso ano de produção de conteúdos que levou também a que a equipa se expandisse, condição necessária para que o enorme leque de interesses do ReB tenha reflexo directo nas notícias, críticas, reportagens e entrevistas que vamos publicando.

Apontamento especial para a entrada na equipa de Alexandra Oliveira Matos e Núria Rito Pinto. Desde o início que sempre quisemos ter a equipa mais plural possível e com vozes e opiniões e pontos de vista diversificados. É do cruzamento de ângulos que nasce sempre a imagem mais real. E aqui no ReB não queremos fechar os olhos ou enterrar a cabeça na areia.

Foi igualmente um ano em que deixámos claro que queremos ter vida para lá do browser. Em primeiro lugar a rádio, onde este projecto nasceu. O ReB conquistou outro espaço na grelha semanal da Antena 3, indo agora para o ar às duas primeiras horas das quartas-feiras (com repetição ao fim de semana), mas também se alargou à grelha diária através de crónicas que alternam o foco da sua atenção entre os universos sempre em expansão das rimas e das batidas (vão para o ar sempre por volta das 10:40 e repetem depois às 17:40, com direito a compacto ao sábado). Essa expansão tem-nos permitido cobrir mais terreno e estar mais próximos do momento em que as coisas – as edições, os concertos… – acontecem.

Foi em 2016 que a marca ReB também se afirmou a três dimensões numa série de eventos: o nosso festival que aconteceu em Abril no Musicbox e em que ensaiámos com sucesso um gesto de responsabilidade social ao associarmo-nos a Vhils e à Underdogs Public Art Store para leiloarmos uma serigrafia de homenagem a J Dilla cujos proveitos foram entregues à Associação Nacional dos Doentes com Lúpus.

No Verão fizemos uma festa fantástica no Village Underground com uma série de artistas que admiramos e, já depois do Verão, arrancámos com a nossa residência no Park que se tem tornado num espaço íntimo de afirmação desta cultura.

Assinámos, pelo segundo ano consecutivo, a curadoria de um dos espaços do Vodafone Mexefest: a noite na Garagem da EPAL ficará para a nossa história como um momento único de celebração desta cultura. Foi, de facto, incrível.

Finalmente, anunciamos a criação do curso de hip hop Rimas e Batidas na Restart que arrancará dentro de muito pouco tempo em Lisboa e que deverá a muito curto prazo expandir-se a outras cidades (mais informação nesse sentido muito em breve).

Também oferecemos coisas aos nossos leitores, para lá das novidades que diariamente preenchem as nossas notícias: oferecemos CDs e Vinil, entradas para concertos, vales para uso na Ericeira Surf & Skate e até um apetitoso prémio Sennheiser que marcou o primeiro Desafio 16 Barras ReB. Estamos atentos ao feedback que nos vão deixando e saberemos aprimorar as coisas em futuras iniciativas. Alerta agora para os produtores porque vem aí novo desafio com prémio Novation.

Tudo isto apenas com um propósito: continuar a aproximar o ReB do futuro, das pessoas. Queremos informar, pensar e discutir com todos vocês, queremos dar conta de tudo o que nos parece mais relevante que vai acontecendo neste universo, sem abdicarmos da nossa voz crítica ou dos princípios de rigor e seriedade que devem reger qualquer projecto jornalístico.

Em 2017 queremos voltar a fazer tudo isto, se possível corrigindo falhas e usando tudo o que entretanto aprendemos, e muito mais: temos alinhadas uma série de novidades e ideias não nos faltam. Continuamos, como no primeiro momento, a precisar de todos vocês ao nosso redor. Como leitores, como seguidores, como consumidores das nossas propostas, como alvo dos nossos desafios e sobretudo como uma massa crítica que nos mantenha permanentemente em sentido. Esse é o nosso compromisso.

Bom ano para todos e venha o futuro que é para ele que trabalhamos todos os dias,

Rui Miguel Abreu

Rui Miguel Abreu

Rui Miguel Abreu

Crítico musical desde 1989, Rui Miguel Abreu escreve atualmente para a Blitz e integra a equipa da Antena 3. De vez em quando também gosta de tirar o pó aos discos e mostrá-los em público.
Rui Miguel Abreu