The Avalanches no NOS Alive: pujança e ritmo

[TEXTO] Alexandre Ribeiro [FOTOS] Sara Coelho

Se os Avalanches gostam de samplar o máximo que podem nos seus discos, a actuação ao vivo Foi um exemplo de que conseguem existir para lá disso, mostrando-se enérgicos em todos os momentos.

 


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O primeiro grande exemplo disso foi “Frankie Sinatra”, um dos grandes temas de Wildflower, álbum editado em 2016. Depois de uma paragem de 16 anos, o regresso em força contou com nomes como Danny Brown ou MF Doom. No entanto, Spank Rock foi o MC de serviço e superou as expectativas, deixando o sample principal, “Bobby Sox Idol”, a guiar os acontecimentos enquanto cuspia versos como só os grandes conseguem.

Liderados por Robbie Chater e Tony di Biasi, os Avalanches dominaram o público com pulso de ferro através do ritmo. Na bateria, um trunfo chamado Paris Jefree, o “monstro” com as baquetas na mão foi o pilar do som ao vivo da banda.

 


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A parte visual teve importância a espaços: por exemplo, Nina Simone, com “Don’t Let Me Be Misunderstood”, fez a introdução para “Frontier Psychiatrist”. Esse momento sintetizou, de certa forma, a união entre universos que os Avalanches sabem tão bem fazer nas suas criações.

A setlist foi um misto de faixas dos 2 LPs que lançaram em 2000 e 2016, mas na verdade nunca se sentiu que fossem de eras diferentes, mais uma prova de que a música é intemporal. Um oásis da produção australiana.

Para encerrar, só poderíamos ouvir “Since I Left You”, uma das grandes faixas do grupo. 16 anos foi muito tempo, mas os Avalanches parecem estar a aproveitar o regresso da melhor forma.

 


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