Jaki Liebezeit (1938-2017)

[TEXTO] Joaquim Albergaria [FOTO] Direitos Reservados

 

Entregue à tirania do ritmo, o homem com um “bolso” de máquina ajudou a libertar os tambores. Jakie Liebezeit decidiu que o rock precisava de jazz e que de fills estava cheio. Na bateria ofereceu uma abordagem linear às estruturas rítmicas de backbeat e de breaks de fim de compasso a que a música popular, independentemente de género, se tinha acomodado. A forma como pensava e tocava bateria, deviam tanto ao mantríco das ragas como ao pulsar regular e sequenciado dos aparatos mecânicos e eléctricos. Ao repetir equitativamente um padrão de tempo sobre o tempo, parecia querer mostrar-nos o infinito e que ritmo é o som que fazemos a mover-nos no tempo.

As linhas ininterruptas de Liebezeit foram fundamentais para a constância do techno e do house (“Oh Yeah”), os seus breakbeats ajudaram a definir o hip hop (“Vitamin C”) e nada disso lhe importou. Ele queria tocar e pensar e perceber o tempo. Foi sempre o querer saber que o levou a perguntar-se atrás de uma bateria. É mais curioso que lírico que Liebe (amor) e Zeit (tempo) estejam concertados no seu apelido.

Obrigado pelo teu tempo aqui, Jaki.

 


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