Faixa a faixa: o novo EP de Defski explicado pelo próprio

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O Dadaísta de Gabú é o mais recente trabalho de Defski, o produtor franco-português que fez parte do grupo Factor Activo, encontrando-se actualmente numa proveitosa caminhada a solo.

Com o selo da Língua Nativa, o EP de cinco faixas é, no fundo, um retrato antropológico das suas viagens por Guiné-Bissau, Sahara Ocidental e Mauritânia, tendo sempre como ponto-de-partida o amor pelo hip hop.

O Rimas e Batidas tem 6 cassetes do trabalho de Defski para oferecer num passatempo que terá lugar no nosso mural Facebook. Aproveitando a deixa, desafiámos o produtor a fazer uma descrição faixa a faixa do seu próprio trabalho:

 


[“Geba”]

“Tema funk com uma linha de baixo tocada no Moog Sub Phatty. A faixa vai evoluindo e acaba com uma referência clara a Bissau. No meu imaginário está ligado à Avenida que parte do Aeroporto e que acaba na Praça. A música reflecte todo o colorido da noite de Bissau, em particular a aura de criatividade que emana de locais míticos como o Lenox.”

 


[“O Dadaísta de Gabú”]

“Este tema parte de vários samples do adepto possuído, uma pessoa sobejamente conhecida dos adeptos encarnados. Trata-se de um exercício de sampling e foi usado um Akai S5000, 64 vozes polifónicas, que influenciou muito o resultado final.”

 


[“Malabarista”]

“Este tema é uma homenagem aos breakers portugueses que têm vindo a dar cartas a nível internacional. Uso um sample do Mestre Ary dos Santos só para relembrar aos mais novos que o breakdance no início dos anos 80 acontecia em cada pátio do território nacional.”

 


[“Kyoto vs Digital Underground”]

“Sempre fui um fervoroso seguidor dos Digital Underground. Usavam linhas de baixo que pareciam pastilhas elásticas. Aqui tentei recriar essa sonoridade, jogando com um sample de voz.”

 


[“Placenta”]

“Este é o tema mais denso. Tem uma determinada ambiência que aparecia nalguns temas do Factor Activo. Existe um entrelaçado contínuo entre o baixo e a linha melódica. O Ary dos Santos marca novamente presença com um dos seus poemas mais sulfurosos.”

 


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