Curso de hip hop na Restart começa na próxima terça-feira

O curso de hip hop que o Rimas e Batidas promove juntamente com a Restart na próxima arranca já na próxima terça-feira e pretende dar aos formandos inscritos as melhores ferramentas referentes à produção e criação musicsl nesta área, apostando para tal nos formadores adequados para essa função.

Pensado por Rui Miguel Abreu, director do ReB, o curso junta Sensei D., Kroniko, mr_mute, Holly e Beware Jack, nomes incontornáveis no melhor do rap nacional. Bernardo Marques, que assume outro nome como DJ, mr_mute, é o primeiro a falar sobre as metas: “O objectivo principal é dar a conhecer as ferramentas disponíveis para o DJ e como usufruir de todas as potencialidades a elas inerentes, não esquecendo o contexto histórico, a evolução das skills ao longo dos tempos e munir o formando de capacidades de leitura de pista.”

Num campo relativamente próximo, apesar das devidas diferenças, Miguel Oliveira, Holly para o universo musical, conta-nos o que espera: “Apesar de nunca ter partilhado esta parte tão íntima de mim, estou bastante curioso para partilhar as minhas experiências e vivências na minha parte musical e ajudar outros que estejam a parit nessa descoberta de novos percursos”.

Sensei D., produtor que marcou 2016 com Vivificat, quer entrar ao serviço o mais rápido possível: “Estou super entusiasmado com todo o projecto e encarei isto como um desafio, poder partilhar a minha experiência, o que fui aprendendo ao longo dos anos, a minha visão da produção… Sei também que ao ensinar também vou aprender e isso deixa-me ainda mais entusiasmado”.

No que toca às rimas, Beware Jack e Kroniko são os “mestres” de serviço. “Hip hop não merece um curso: merece sim uma completa exposição desta composição social, do antes, do que vivemos no presente e do que será expectável num futuro próximo. No meu plano pessoal, vejo este desafio como um prémio, uma conquista que me permite partilhar a cultura e não fórmulas, valores e não resultados, atitude e não trends, respeito e competição no actual e desmedido rodopio musical. A arte da rima tem que equilibrar conteúdo escrito com o cariz musical sempre presente. Não descurar na forma como se soa é por si só criar uma identidade na entidade. A forma de como o meu/teu flow flutua deverá ser único. Nunca vejam o único como algo imperativo. Num mundo comum, ser único não pode ser forçado ou teatralizado. Antes alma que resultados.”

Kroniko, que prepara o segundo álbum em dois anos, sabe para o que vai: “Quando saí da escola, há uns anos, nunca pensei em lá voltar para poder ensinar o que aprendi ao longo destes anos, nomeadamente o hip hop. Espero que seja algo para abrir fronteiras e desbloquear certas mentes. Ninguém quer fazer ali Eminems, mas a ideia é que as pessoas saiam com as bases completas para seguirem o que querem.”

Já sabem: terça-feira começa um novo capítulo na rica história do rap nacional com um curso que pretende deixar sementes para o futuro.

 


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