20 anos de Homework por Xinobi

[TEXTO] Xinobi

 

“Revolution 909” foi o meu primeiro contacto com os Daft Punk. Apanhei algures na MTV em 96. Foi fascínio à primeira vista, pois o que me cativou mais rapidamente foi mesmo o vídeo. No entanto, a música entrou também e pouco tempo depois acabei por comprar o Homework e só alguns anos mais tarde percebi que revolução era afinal a dos 909.

Não creio ser o disco dos Daft Punk que eu mais gosto. Essa incerteza nasce no facto de Homework ter a música deles que mais estimo (para sempre), a “Burnin’”, que – exageros à parte – não só tem a melhor linha de baixo de sempre, como tem ainda o melhor videoclipe de sempre. Vejo o Homework como um conjunto de tópicos (que por vezes até parecem aleatórios) que os Daft Punk explorariam mais tarde noutros discos ou em projectos paralelos ligados às editoras Roulé (no caso de Thomas Bangalter) e Crydamoure (no caso de Guy Manuel). A diversidade entre a Pop coreografada da “Around The World” (ainda hoje uma das músicas deles que mais me irrita ainda que a continue a achar genial) e o techno de rachar pedra da “Rollin’ & Scratchin’”, passando pela genial arte de samplar, tão presente em “High Fidelity” e o rock da “Da Funk”, que é inacreditavelmente rica.

Além de terem o trabalho de casa bem feito, ainda nos dão a lista dos professores todos  em “Teachers”, que bem li à procura de referencias e futuro conhecimento. Eles foram mesmo bons alunos e superaram grande parte dos seus professores. Para mim, foram eles os professores, que me levaram a querer experimentar fazer música electrónica. Ainda os tenho num pedestal, mesmo que não goste por aí além do que fizeram recentemente.

 


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